O Guarani Futebol Clube vem a público manifestar seu mais veemente repúdio aos episódios de racismo e homofobia sofridos por integrantes da comissão técnica durante a disputa do 68º Jogos Regionais, competição Sub-20 realizada em Itatiba, na qual a equipe bugrina representava o município de Campinas.
Após uma falta violenta sofrida por um atleta do Guarani, membros da comissão técnica dirigiram-se à arbitragem para reclamar do lance. Na sequência, passaram a ser alvo de graves ofensas de cunho racista e homofóbico, proferidas por pessoas que se encontravam nas cabines de transmissão do estádio.
Diante da gravidade da situação, a comissão técnica solicitou ao árbitro a presença da Polícia Militar, já que não havia policiamento no estádio. O clima hostil no local, com objetos sendo arremessados, fez com que a equipe bugrina ficasse cerca de duas horas no centro do gramado.
Ainda em campo, a arbitragem informou que a partida permanecia paralisada para que os representantes do Guarani pudessem registrar o Boletim de Ocorrência.
Entretanto, de forma surpreendente, o Guarani Futebol Clube foi posteriormente informado de que sofreu W.O. na partida, decisão que resultou na eliminação da equipe da competição.
O Guarani considera inadmissível que profissionais que buscaram exercer seus direitos diante de possíveis crimes de racismo e homofobia sejam penalizados.
Assim que soube do ocorrido, o presidente Rômulo Amaro acionou o Programa Antirracista Pela Cor do Esporte e o Ministério Público, através da Comendadora Edna Lourenço, Coordenadora do Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros. O Guarani também adotará todas as medidas cabíveis para a devida apuração dos fatos, confiando que os responsáveis pelas ofensas sejam identificados e responsabilizados na forma da lei.
O Guarani Futebol Clube reafirma seu compromisso com o respeito, a inclusão, a igualdade e a dignidade de todas as pessoas, reiterando que não tolerará qualquer manifestação de preconceito dentro ou fora dos ambientes esportivos.








